Ontem, bem na hora de dormir, minha Maria começou a choramingar e a se questionar por quê ela não possuia nenhum avô e avó. Todas as amigas, disse ela, vão para a casa dos avós, dormem lá, passeiam com eles, menos eu. Por quê todos os meus avós já morreram? E desabou numa crise de choro…
Difícil questão.
A resposta, a minha resposta, de mãe, é que cada um tem a sua história pessoal. Uns são abandonados pelos pais, outros perdem os pais em acidentes, outros nascem negros, outros cegos, outros com doenças sérissimas… E todos (disso eu tenho certeza) devem se fazer a mesma pergunta: Por quê eu?
E essa resposta nós nunca saberemos. Cabe a nós única e exclusivamente fazer dessa nossa história a melhor possível. Se lamentar, se vitimizar, é normal. Mas viver uma vida achando-a injusta consigo mesma é uma perda de vida.
Se a vida te colocou nessas condições, vamos tratar de transformá-la na melhor forma possível de vida. Se não tem avós pode ter uma centena de amigos. Se sofre de alguma doença, alguém sempre poderá ajudar. Se é cego, outros sentidos serão aflorados e melhor desenvolvidos.
Vamos viver! Deus nos deu essa vida e cabe a nós vivê-la da melhor forma possível.