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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ficando Mocinha...







Onze, doze anos.... e as meninas já estão começando a ficar "mocinhas".


Como está precoce agora o incício da menstruação... Cada vez mais cedo... Alguns dizem que é em função do erotismo exacerbado da televisão, outros alegam a quantidade de hormônios cada vez maior nos alimentos.


Não importa o motivo, o que preocupa é a redução do tempo da infância. Ficando mocinhas as meninas quase que deixam instantâneamente a molequagem da infância em troca de olhares, pensamentos e interesses que antes só faziam parte do universo dos adolescentes.


As amizades são reavaliadas, novos grupos se formam. Meninas mocinhas não querem mais andar com aquelas que ainda brincam de Pique ou Polícia e Ladrão no recreio. Meninas mocinhas falam de meninos. Meninas mocinhas param de brincar.


Quem dera meninas só ficassem mocinhas aos 14, como muitas de nós ficamos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Minha filhota está namorando!



Uhuuu!
Confesso que levei um susto. Duas amigas começaram a namorar esse ano, mas com 11/12 anos, é um relacionamento mais platônico do que um namoro em si.
Bom, no caso dela foi um menino da mesma turma que perguntou se ela queria "ficar" com ele. Diferente do "ficar" adulto, para eles ficar tem um significado mais de teste, ou seja, usam esse termo para sentir se é isso mesmo, ou melhor, se é essa mesma a menina que querem namorar.
Bom, tudo isso muito fofo, exceto pela preocupação que vem agora sobre quando e como abordar determinados assuntos. Mas isso acho que vem aos poucos. Devemos esperar que as curiosidades brotem das crianças.
Como o nosso relacionamento mãe-filha é ótimo, tenho certeza de que todas as perguntas e dúvidas serão levantadas sem cerimônia.
Ufa! Como é bom sentir que educamos bem!


terça-feira, 17 de maio de 2011

Por quê comigo tem que ser assim?

de bem com a vida

Ontem, bem na hora de dormir, minha Maria começou a choramingar e a se questionar por quê ela não possuia nenhum avô e avó. Todas as amigas, disse ela, vão para a casa dos avós, dormem lá, passeiam com eles, menos eu. Por quê todos os meus avós já morreram? E desabou numa crise de choro…

Difícil questão.

A resposta, a minha resposta, de mãe, é que cada um tem a sua história pessoal. Uns são abandonados pelos pais, outros perdem os pais em acidentes, outros nascem negros, outros cegos, outros com doenças sérissimas… E todos (disso eu tenho certeza) devem se fazer a mesma pergunta: Por quê eu?

E essa resposta nós nunca saberemos. Cabe a nós única e exclusivamente fazer dessa nossa história a melhor possível. Se lamentar, se vitimizar, é normal. Mas viver uma vida achando-a injusta consigo mesma é uma perda de vida.

Se a vida te colocou nessas condições, vamos tratar de transformá-la na melhor forma possível de vida. Se não tem avós pode ter uma centena de amigos. Se sofre de alguma doença, alguém sempre poderá ajudar. Se é cego, outros sentidos serão aflorados e melhor desenvolvidos.

Vamos viver! Deus nos deu essa vida e cabe a nós vivê-la da melhor forma possível.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Viagem de 4 noites

Saudades do blog!

Já faz um tempão que não escrevia aqui. Mas hoje tenho uma questão, então vou aproveitar para desabafar.

Minha filha não é muito de dormir fora de casa. Não tem avós (nem paternos e nem maternos) e nem tios muito presentes. Dessa forma, não foi acostumada a dormir longe de casa.

O problema é que agora, feitos 11 anos, as amigas começam a chamar para dormir fora ou viajar. Até hoje desculpas “esfarrapadas” colavam para explicar a não dormida fora. “Meu pai vem me ver”, “Tenho um almoço de família”, etc. Só que tem uma hora que não tem mais desculpas, nem esfarrapadas e nem reais. Há que se enfrentar os medos e encarar a ida.

E assim me deparo hoje. Depois de mil e um convites recusados para que ela fosse para Búzios com a amiga, veio um novo convite. Essa mesma amiga quer que ela vá para o feriado da Páscoa.

Bom, para quem não dorme fora uma noite em outra cama já é difícil. Imaginem 4!!! Gente, é um feriado! Não tem como ir e voltar amanhã.

E lá se vai ela. Cheia de medos mas vai. Vai em parte por não aguentar mais me ouvir dizer que é importante, que as amigas vão parar de chamar, que ela precisa conhecer outras famílias, outros costumes, outras rotinas… enfim, conhecer o mundo!

Chega de barra de saia de mãe. 11 anos está mais do que na hora de começar a se aventurar por aí. Lógico que eu conheço os pais da amiga, né?

Mas olha, meu coração está em frangalhos. Torcendo para ela nem se lembrar de mim, mas com um medo desesperado do telefone tocar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Não chore por…

Minha filha querida, não vale a pena chorar por:

- nota baixa na escola (mas sim estudar mais)

- anotação na agenda por atraso ou bagunça (isso é humano)

Não chore a toa.  A vida já se encarrega por si só de nos fazer chorar.

Viva e seja feliz!

Te ano! Hoje e sempre!