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domingo, 7 de novembro de 2010

Ano que vem as turmas misturam…

Ano que vem todas as 3 turmas da série se misturam. A escola tem esse procedimento há anos e não muda isso, quer queiram os alunos (e mães) ou não. A fórmula é a seguinte: as crianças escrevem num papel o nome de três crianças com quem desejam ficar no ano seguinte. A escola garante que pelo menos com um desses três nomes a criança vai ficar. São 3 turmas a serem misturadas.  O problema é que a escola não pede que escrevam o nome das crianças com quem o seu filho NÃO quer ficar… É sério, isso deveria ser de fato levado em conta.  Vou explicar o por quê.

Na turma ao lado da minha filha tem uma menina chamada A. A é a líder aonde quer que vá. Por algum motivo as outras meninas da turma a seguem. Ela é A popular. Popular do mal mas é. É o tipo da menina da qual você precisa ser amiga, ou pelo menos fingir que é. Caso você entre na lista negra dela, coitada de você! Será certamente excluída e colocada de lado simplesmente porque A quer. E todas as outras obedecem, mesmo não concordando intimamente com aquela situação.

A pergunta é: Por que as pessoas precisam se aliar a esse tipo de líder negativo ao invés de combatê-lo? Será o medo de ser exlucído, rejeitado? É melhor ser “amigo”, estar no mesmo lado, para não ter que sofrer na pele possíveis exclusões?

O mais engraçado é que a escola não enxerga isso. Não combate esse tipo de Bulling às avessas. A menina é uma líder sim, mas assim como Hitler e muitos outros. E está na cara de todo mundo e da escola mas ninguém mexe em casa de abelha.

Eu gostaria sim que as crianças pudessem colocar no papel: “Com essa fulana eu não quero ficar”. Com certeza assim a escola abriria os olhos para muitas outras questões.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Trinca da vez

Maria chegou em casa arrasada, contando que três meninas da turma estavam fazendo uma panelinha fechada e que não a deixavam nem ouvir as conversas. Toda vez que ela se aproximava das meninas estas paravam instântaneamente a conversa, dizendo “Depois a gente continua”, como que se Maria estivesse atrapalhando a fofoca do trio.

Para piorar a situação, uma outra amiga contou que ouviu as três dizerem que Maria era uma chata.

Bom, ninguém gosta de ser exlcuído né? Você gosta?  A gente se sente de fora, um tantinho mal. Mas deveríamos nos sentir excluídos mesmo quando já não fazíamos parte? Essas meninas não são as melhores amigas de Maria. Uma delas nem sequer veio até hoje aqui em casa. A outra, desde o jardim, só se relaciona em trinca. E a terceira, é um poço de timidez.  Será que vale a pena a tristeza?

As pessoas parecem possuir, desde pequenas, uma necessidade de estarem em grupo, uma necessidade de se identificarem umas com as outras. Mas o segredo é perceber que na vida a gente pode se relacionar com vários grupos diferentes, pertencendo ou não a eles.

Minha opinião, se pudesse, seria: “Maria, seja você mesma. Se relacione com todas, cada uma a sua maneira, e perceba aos poucos quem são as pessoas boas. É perto dessas que devemos estar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quando as outras não querem brincar comigo…

Maria estuda na escola Sarapova e os primos na Fernegan. Praticamente não se encontram. Os horários são diferentes, as atividades também. No final das contas são primos estranhos, estranhos primos., apesar de morarem no mesmo prédio.

Hoje tem festa aqui no play do prédio. O aniversário é de uma menina de 4 anos, irmã de duas crianças que estudam com os primos. O convite veio meio que por consideração, uma vez que a festa era no prédio.

Maria disse que queria ir sim. Eu, mãe, tentei demovê-la da idéia, alegando ser uma festa para pequenos. Mesmo assim ela quis ir.

Quando cheguei do trabalho me deparei com um play repleto de crianças. De cara um grupo de umas 5  meninas da idade de Maria. Mas nem sinal de Maria. Meu instito maternal me disse algo do tipo “deve estar sobrando”. E estava.

Maria até conhece as meninas, amigas dos primos, mas elas nunca brincaram juntas realmente. As poucas vezes que Maria topa com essa turma é batata, as meninas nunca a incluem. No começo achei que fosse um problema da minha filha. Fiquei preocupada, conversei com ela para que tentasse brincar com as meninas. Mas a resposta é invariavelmente a mesma: “Mãe, quando eu pergunto se posso brincar com elas todas ficam mudas”.

Hoje foi igual. O grupo de 5 muito feliz, se divertindo e correndo pelo play. Minha filha abandonada zanzando pela festa. Mas isso, surpreendemente, parece não  incomodá-la tanto. Acho que o incômodo é mais meu do que dela.

Sabe de uma coisa? Azar o delas! Elas é que estão perdendo a oportunidade de ter uma amiga muito legal como a Maria.

Isso mesmo Maria, bola pra frente que aí vem gente!